Horcrux

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A invenção mais perversa da magia. Horcrux é a palavra usada para o objeto em que uma pessoa oculta parte de sua própria alma.

A pessoa divide sua alma, e esconde uma metade dela em um objeto externo do corpo. Porém não há necessidade de usar um objeto inanimado; de acordo com Dumbledore, uma criatura viva pode ser usada como uma Horcrux, embora seja arriscado confiar uma parte de sua alma em algo que pode se mover e pensar, independentemente do fragmento implantado da alma. Então, mesmo que seu corpo seja atacado ou destruído, a pessoa não poderá morrer, porque parte de sua alma continuará presa à terra, intacta.

Naturalmente, a existência sob tal forma é amaldiçoada e poucas pessoas recorrem a esse método. Dividir a alma é considerado um ato de violação, é contra a natureza, e só é possível dividir a alma com uma ação maligna: a suprema maldade de matar alguém, ou seja, matar rompe a alma.

Há fortes indícios que provam de que a primeira Horcrux foi criada pelo grande bruxo das Trevas grego Herpo, o Sujo, também responsável pela criação do Basilisco.

Criando Almas

O bruxo que deseja criar uma Horcrux usa essa ruptura da alma em seu proveito e encerra a parte que se rompeu com um feitiço, mas não com simplesmente um feitiço. Fazer Horcrux é um processo em que se desconhece todas as etapas. Talvez uma delas gire em torno da área de poções.

Vale destacar que Tom Riddle foi o primeiro a criar sete Horcruxes, incluindo duas Horcruxes animais, em toda a história da bruxidade.

Reversão e Destruição de Horcruxes

O livro Segredos das Artes Mais Tenebrosas, conta que a alma, da pessoa que produz uma Horcrux, fica instável. Para se unificar a alma, após feita alguma Horcrux, é preciso ter remorsos, arrependendo-se de tudo o que fez. O livro ainda avisa, que quando se tenta juntar a alma, a dor é tão insuportável que pode até fazer com que a pessoa seja destruída.

Para se destruir uma Horcrux, precisa-se de algo tão poderoso e mortal, que a própria Horcrux não seja capaz de se recuperar. Amassar, rasgar ou amaldiçoar não funcionará. Sangue de basilisco e lágrimas de fênix são algumas das poucas maneiras que podem destruí-lo, além do perigoso Fogomaldito. Certos objetos de grande concentração mágica, como a Espada de Godric Gryffindor, também podem ajudar na destruição de Horcruxes.

No momento em que o dono da Horcrux falece, o pedaço de alma passa com ele a um plano de transição, não presente em vida e nem de passagem a morte, mas sim um limbo. Inerte como um ser insignificante e inexistente, o bruxo fica a mercê de correr pelo plano vagando eternamente.

Os detentores do segredo

As ambições de Riddle

Tom Riddle sempre foi obcecado pela imortalidade. Todo esse desejo de evitar a morte começou quando ele era muito jovem, e foi sentido décadas depois durante a busca pela Pedra Filosofal. Antes disso, Voldemort descobriu algo extraordinário, e perfeito para os seus planos. Como em Hogwarts a arte de produzir Horcruxes nunca foi permitida, ele teve de aprender sozinho.

Voldemort sempre quis mais. Ser muito além de tudo e de todos. Para ele a idéia de possuir apenas uma Horcrux era limitante. Então decidiu criar Horcruxes e criou sete, o número mágico mais poderoso. Seis dessa partes foram muito bem escondidas e encravadas em objetos muito importantes, sendo que a sétima foi criada acidentalmente depois de atacar o então bebê Harry Potter. A oitava parte pertence ao seu próprio corpo.

Os mestres do Lorde das Trevas

Sob a desculpa de uma curiosidade acadêmica, Tom Riddle (ainda jovem) procurou o professor Horácio Slughorn durante uma das reuniões do Clube do Slugue, para saber maiores informações sobre as Horcruxes. Podemos notar que na verdade ele desejava saber como criar mais de uma Horcrux, mas para espanto de Slughorn, que lhe explicara o básico, ele acabou não obtendo essa informação. Apesar disso Voldemort terminou a conversa muito satisfeito e com uma fria expressão de felicidade no rosto. Legítima da mais pura maldade.

Lembrando que antes desse evento, Voldemort havia promovido a morte dos seus parentes por parte de pai e possuía o anel de Servolo. Isso indica que o ciclo de criação das Horcruxes já havia começado.

Se já havia começado, com quem Tom Riddle aprendera a “arte”? Grindelwald. Este famoso bruxo derrotado por Dumbledore pode ter sido o precursor e mestre. Na verdade é meio complicado imaginar Voldemort como servo de alguém, mas sabemos que ele não mede esforços para chegar há algum objetivo. Depois de criar a primeira Horcrux com o anel de seu avô, ele foi atrás de Grindelwald para saber como realizar mais criações, visto que falhara com Slughorn. Grindelwald deve ter lhe revelado os pontos fracos do processo.

As Horcruxes de Voldemort

Observações:

  • Harry não pode ser considerado realmente uma Horcrux, pois ela precisa ser feita intencionalmente. Harry não era um objeto das trevas impregnado de maldições, e não foi contaminado por isso, exceto na ocasião quando foi possuído por Voldemort no Departamento de Mistérios.
  • Harry teve que morrer para adquirir liberdade do pedaço da alma de Voldemort, pois o ataque do Basilisco que sofrera na Câmara Secreta, não era o bastante para destruir a sétima Horcrux do Lorde das Trevas.
  • Em casos como das Horcruxes da Taça e do Diário, em que os assassinatos ocorreram indiretamente por envenenamento e por intermédio de animais, é um fato evidente que a morte não representa a maior parcela de importância em todo o processo. É provável que a execução do feitiço de divisão da alma, ocorra tanto no local depois da morte, como também em lugares separados por largas distâncias.