Ano xliv - Aulas 02 e 03: Criação do Ministério da Magia Italiano e Segunda Revolta dos Duendes

Criação do Ministério da Magia Italiano

A Itália não possuía um ministério da Magia. O motivo para isto está no fato de que comunidade bruxa do país sempre foi muito individualista. Os bruxos do país viviam em alguns pequenos grupos fechados ou infiltrados na comunidade trouxa, dificilmente se comunicando entre si.

Os grupos que se formavam possuiam suas próprias crenças e visão do mundo bruxo, e dificilmente abriam suas portas para bruxos de fora, assim como tinham cortadas as suas comunicações com os demais grupos, exatamente por conta de suas crenças.

Os bruxos que viviam infiltrados na comunidade trouxa, eram os que não possuíam crenças e não aceitavam totalmente sua condição de bruxos. Apesar de que alguns usufruiam de seus poderes, nunca o faziam em público, com medo de serem rejeitados.

Por conta de viverem de forma tão fechada, eram raros os casos em que uma “força política” precisasse intervir e, quando isto acontecia, normalmente o ministério dos países vizinhos dava conta do recado. A limitada fauna mágica do país também sempre ajudou neste quesito.

Porém à medida que o tempo passava a comunidade bruxa do país começava a crescer e o país começou a ser “alvo” de bruxos imigrantes, principalmente durante a Segunda Grande Guerra Bruxa, travada pelo bruxo das trevas Voldemort no Reino Unido.

Devido ao bruxo nunca ter pisado em solo italiano, por motivos nunca esclarecidos, muitos bruxos migraram para o país. Foram justamente estes estrangeiros, em sua maioria ingleses e liderados por Nicholas Galahad, que resolveram dar início à “independência” da comunidade bruxa italiana.

O Ministério da Magia italiano foi fundado e teve sua sede firmada em Villaggio di Stregheria a única cidade totalmente bruxa do país. Além deste fator, também foram fundamentais a escolha do lugar por ser o território em que estes estrangeiros residiam em sua maioria, por ser de difícil acesso devido à cidade estar localizada nos alpes, e pela presença próxima da Academia Stregheria de Magia, a escola bruxa do país.

O espanhol Vinícius Ehrenadler assumiu como o primeiro ministro da magia italiano.


Segunda Revolta dos Duendes

O ministério da magia irlandês solicitou à Itália que abrigasse uma pequena colônia de leprechauns. Devido às boas relações entre os dois países, o pedido foi imediatamente aceito e uma área da floresta nas redondezas de Villaggio di Stregheria foi reservada para este fim.

Os duendes, que historicamente possuem desavenças com os bruxos e a maneira com que estes supostamente tratam as diferentes espécies mágicas, consideraram-se insultados pela área da floresta destinada aos leprechauns e exigiram que o ministério também destinasse uma área da floresta para eles. O pedido dos duendes foi de tamanho extremamente exagerado, e praticamente impossível de ser atendido, uma vez que seria quase a totalidade da área florestal da região. O ministério italiano, tentando contornar a questão de forma pacífica, ofereceu aos duendes uma área bem maior que aquela oferecida aos leprechauns. Os duendes, porém, mantiveram-se descontentes com a oferta e declararam guerra ao ministério italiano.

A batalha não seria muito complicada, devido à superioridade mágica dos bruxos em relação aos duendes, porém estes últimos liberaram sobre Villaggio di Stregheria uma versão modificada da varíola draconiana. A doença não era mortal, resultando em pouquíssimas fatalidades, porém rapidamente debilitou os bruxos, que, enfraquecidos, perderam sua vantagem sobre os duendes, que rapidamente tomaram as rédeas da situação. O ministério trabalhava para buscar a cura, porém o tempo que levaria, mesmo que fosse de apenas alguns dias, era mais do que suficiente para os duendes vencerem.

Em meio a esta negra realidade, o ministro Carlos McGonagall fugiu do país, deixando o ministério acéfalo, o que tornou ainda mais dramática a situação: a comunidade bruxa se encontrava extremamente enfraquecida, sem um comando e enfrentando um inimigo astuto.

Nicholas Galahad, à época chefe do Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, se ofereceu para assumir o comando do ministério, o que foi acabou sendo aceito, devido ao cenário de caos e à falta de outros interessados. Galahad então, com os poderes de ministro da magia em mãos, pôs em prática um plano ousado, em que ele ofereceria aos duendes toda a área que eles solicitavam, construiria um monumento em homenagem a eles, e realizaria um discurso reconhecendo a derrota e pedindo perdão aos duendes, em troca do fim daquela batalha e que os bruxos fossem deixados em paz para curar a população e dar início aos preparativos. Com egos inflados, os duendes aceitaram prontamente o acordo.

A história, porém ainda não havia terminado. Numa espécie de repaginação bruxa da famosa história trouxa do “cavalo de tróia”, o monumento aos duendes se mostrou uma grande armadilha. Durante o discurso, perante a imponente construção, praticamente todos os duendes estavam presentes (bruxo, apenas Galahad), o local acabou indo pelos ares, numa grande explosão. Todo o local havia sido preparado contra a desaparatação dos duendes, para prevenir que algum escapasse.

Galahad, conhecendo previamente o momento da explosão, fugiu fazendo uso do seu poder da animagia (uma coruja). Temendo retaliações imediatas dos duendes de outros países contra si ou a sua família, Galahad fingiu sua morte por alguns anos, até a poeira abaixar. Quando resolveu reaparecer, houve um pequeno período de apreensão, no qual o ministério trabalhou a finco para monitorar as atividades dos duendes no país, contando também com a ajuda dos ministérios vizinhos, porém nada aconteceu. Os poucos duendes que residiam em solo italiano deram de ombros, sabendo que não possuíam número para combater o ministério, sem contar que a sua grande arma, a variação da varíola draconiana, já possuía uma cura. Os duendes de outros países, durante todo o período, também pouco ligaram para os acontecidos na itália. Segundo eles, as comunidades de duendes possuíam seus próprios assuntos para tratar em seus respectivos países.


Pontuação adicional da aula:

+5 pontos Albert Fishing

+5 pontos Albert Fishing